cheguei ao fim. atingi o meu limite, já não há mais nada para além disto. ganhei-te a custo, perdi-te em minutos, como se fosses água que escorre tão facilmente por entre as minhas mãos, as mesmas que pouco tempo antes se prendiam nas tuas costas, no escuro de um abraço apertado, múltiplos beijos e uma troca de palavras apaixonante e ternurenta.
sinto a tua falta mais do que nunca, como nunca antes senti, pois não só te perdi como perdi também um pouco de mim. mas sei que agora estou sozinha e provavelmente assim continuará. num misto de insegurança e orgulho, não te revelo o que sinto e ponho a máscara de alguém descontraído, que nem sequer coloca a probabilidade de se importar com o facto de já não quereres saber de mim.
mas essa pessoa é o meu oposto pois a tua facilidade, não só em me deixares sozinha num ápice como em me substituíres como se não fosse nada põe-me a matutar na tua zanga sem sentido e nas tuas más atitudes para comigo e custa. muito.
mas conhecendo-te como te conheço, familiarizada com todos os cantos do teu ser, de todas as maneiras e feitios, sei que, apesar de te enganares até a ti próprio, não sou a única com saudades. e por inúmeras tempestades que existam, o sol aparece sempre mais tarde, independentemente da sua demora. e aí então trocaremos de disposições e roubarte-ei essa felicidade ridícula e enervante que tens agora e o sorriso estará estampado na minha cara

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Following back everyone! Message me if I missed you
quase um ano sem escrever aqui. mais precisamente 8 meses. 8 meses esses em que muito se passou mas pouco se alterou. em que o coração ficou com mais marcas, embora com os mesmos motivos de mágoa.
quero-te. da pior forma possível. da mais lamechas que existe, daquela tão pirosa que parece que as palavras têm cola e que evidenciam que o quero é ficar colada a ti.
queremos sempre o que nos faz mal, o que não nos merece. somos tão ingratos que só gostamos realmente do que não é melhor para nós. e o que é? bom esse fica bem escondido na cave dos nossos sentimentos, mantido com uma frase do género: "desculpa, mas não sinto o mesmo que tu sentes por mim", "quero apenas manter esta amizade" ou "não quero uma relação séria de momento". e porque dizemos isso? porque não estamos nós prontos para avançar realmente, seguir em frente de vez?
porque aquele tal ser que não merece uma pontinha do nosso amor já tem um lugar privilegiado no nosso coração, com direito a tudo e mais alguma coisa e é esse lado mau que nós queremos manter connosco, dando despacho ao lado bom que o que queremos na vida é dramas e tristezas.
é rídiculo quando analisamos de perto a lógica e inteligência humana em relação a certas coisas. mas a verdade é que, o coração quer o coração quer mesmo. e faz tudo por ter.








Please stay💛
por mais atribulado que seja o desenrolar de uma história, o importante é sempre o fim. o saber como as coisas acabam é o que nos mais entusiasma, mais nos atrai como seres humanos aborrecidos e rotineiros que somos.
nós temos a história mais confusa, repleta de momentos que deixaria qualquer um insano e a desistir ao primeiro dos inúmeros atos de loucura que constituem o que temos entre nós. mas há algo que nos faz esquecer ou pelo menos ignorar esta relação tão pouco digna de tal nome.
convenço-me que não passa de uma atracção entre amigos que ocasionalmente deixam as bocas cumprimentarem-se e os corpos entrelaçarem-se. mas é uma atracção tal, tão forte que nem o tempo, o suposto "cura-tudo" a atenua.
tento evitar a todo o custo admitir que é amor, porque amor não se sente assim.
"não, amor não se pode sentir assim."- digo, enquanto abano a cabeça. amor só se sente quando é assumido, amor não é amor se estiver assim escondido.
mas depois, encosto-me à parede e deslizo até ao chão, onde me sento e solto um longo suspiro. a mordiscar o dedo, esboço um leve sorriso por cair na realidade: se não é amor o que tento convencer a mim mesma que sinto por ti, o que é?
o que é isto tão estranho que não passa por nada nem com nada? que é permanente, que não se desapega da alma e do coração ainda menos?
não sei se é atracção ou amor, mas sei que, pelo menos é loucura. e, meu amor, se isto é loucura, então continua louco comigo.









   
o tempo parece curar todas as mágoas, mas não a minha. não a atenua sequer, quanto mais curá-la. triste e preocupada, não vejo o dia em que me liberto de tudo o que sinto por ti ou que quebro a rotina do pensamento em relembrar o que passámos juntos a qualquer momento do dia.
não é possível nem correcto querer-te de volta mas esta minha vontade deve-se a um impulso de sentimentos que não me dá liberdade de escolha. e toda a gente sabe que nunca ninguém faz as escolhas certas quando se apaixona.
ainda me prolongo nos teus braços, ainda sinto o teu calor, ainda ouço a tua respiração e recebo toda a tua ternura expressados numa amizade tão espessa e profunda que sei que tem limites agora mais do que impostos.
espero por aquele dia que nunca chegará e vejo-me presa nestas barreiras que me fazem querer mais. dizem que devemos viver o presente. mas expliquem-me se é mesmo possível fazê-lo com um passado que valeu tanto a pena.









                              So romantic<3
houve alturas em que me arrependi mesmo muito. daqueles arrependimentos que te põem à beira das lágrimas, enraivecida, que te fazem soltar um longo suspiro e em que a tua vontade de dar um murro a tudo nunca foi tão grande. arrependi-me das inocentes escolhas que fiz que tanto me pesaram depois: arrependi-me de te ter conhecido, de me ter aproximado de ti, do nosso primeiro beijo e, para além de tudo, de ter permanecido sabendo que não me merecias. mas essa parte de mim tão arrependida foi compensada pelo positivismo.
sim, aprendi a ver as coisas da melhor maneira pois percebi que tu me ensinaste e muito. fizeste-me crescer, fizeste-me entender que o nosso esforço nem sempre é equivalente ao esforço dos outros e que por vezes as coisas são difíceis e injustas sem explicação. que nem tudo na vida nos cai aos pés mas que o facto de tu lutares com tudo o que tens pela única coisa que queres também nem sempre é suficiente.
mostraste-me todos esses lados, embora de uma difícil e triste perspectiva e, infelizmente, vindo da pessoa que eu tanto admirava, com quem eu tanto me preocupava. das poucas por quem eu faria tudo o que fosse preciso e a única para quem eu só olhava com uma loucura saudável, que transbordava paixão.
e pensando nisto, o arrependimento diminuí, o rancor já não está tão exposto e a mágoa vira compaixão e faz renascer a nossa antiga amizade, a pouco e pouco. agora sorrio porque compreendi que o que eu aprendi tu me ensinaste. sorrio de forma triste, característico de uma pessoa afogada em saudades mas é também um sorriso de orgulho. orgulho em nós por sabermos ultrapassar sempre tudo, orgulho por me teres feito tão feliz e por me teres mudado tanto. no fundo, para melhor.








                          
acho que haverá uma parte de mim que irá sempre fraquejar por ti. aliás, tenho a certeza e será de forma permanente. talvez por teres sido o primeiro que me atingiu de verdade e de tal maneira que ainda há uma pequena voz que diz: "quero-te de volta" dentro de mim e uma grande necessidade de te ter verdadeiramente comigo, como antigamente.
desde que escolheste outro caminho que penso e repenso no que mereces ter, no que eu mereço ter. se uma amizade depois de toda a mágoa que me deixaste é o mais acertado, ainda para mais não estando eu de todo preparada para isso, com tantos sentimentos e dúvidas que permanecem.
mas também tu levantas questões mentalmente e quase que cedes à tentação de rever o passado no presente. é lamentável ver-te indeciso entre mim e ela, apesar de já ser tarde demais. porém, duvido que alguma vez a altura pudesse ser a ideal para tamanha desilusão vinda da pessoa que continua a fazer o meu coração palpitar mais depressa.








    ††
quando uma grande oportunidade é dada ficamos sempre a pensar se o devíamos ter feito ou não. o tempo passa e se os momentos valem a pena então a felicidade de termos arriscado não poderia ser maior. mas uma coisa é certa: prometemos, nem que seja uma só vez, que não daremos uma segunda.
até que chegamos à dada situação e é difícil resistir e não fazê-lo, porque a adoração à pessoa é tanta que o peso na consciência por não a deixarmos entrar outra vez na nossa vida é excessivo.
mas depois recordo-me do facto de me teres trocado sem explicações e sem a decência de mo revelares e, assim, de eu o ter descoberto por quem menos esperava. de me teres convencido a esconder algo que eu tanto queria assumir como uma relação... não, alguém assim não merece sequer um sorriso, quando o que me deu foi maioritariamente lágrimas, mesmo sem se aperceber.
a distância é uma opção cada vez mais em mente. porque já não é uma questão de querer, é uma questão de precisar.











           
as lágrimas escorrem e eu não sei qual a razão. os soluços aumentam e eu não entendo o porquê. o desespero é maior e eu não encontro nenhuma explicação. tantas dúvidas surgem, tanta tristeza me inunda mas os motivos são tantos e, ao mesmo tempo, tão poucos...
mas, no fundo, sempre que tento obter resposta, encontro-a fatalmente dentro de mim: é a falta de alguém que sinta a falta de mim.
como pode existir tanta frustração sobre algo que não temos? como é possível perder algo que nunca foi nosso? e, mesmo assim,  há um vazio quando esse algo parte mas... mas ele nunca chegou concretamente.
tenho o mundo confuso como nunca mas já não tenho aquela necessidade de que tudo faça sentido pois basta-me a tua presença. a verdade é que contigo essa sensação só se agrava mas, pela primeira vez, sinto-me completa.
eu preciso de ti, eu dependo de ti. não é recíproco mas cheguei a um ponto de dependência em que, infelizmente, chego a ignorar isso. mas que lamentável esta fase da minha vida, em que dependo de um individualista para ser feliz...









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já pensei excessivamente no mesmo assunto. já bati tantas vezes na mesma tecla. e já cometi tantas vezes o mesmo erro, por mais caminhos que tome... mas o quero eu afinal? esta relação não assumida, a tua difícil maneira de ser, os momentos de maior tensão, as vírgulas sempre mascaradas de pontos finais... dão-me uma enorme vontade de desistir de tudo quando o que sei é nada. e depois dá-me aquela vontade de pegar em tudo e tentar de novo,  como quando estamos a tentar fazer algo e isso não resulta e, irritados, deitamos tudo para o chão.
achei que terminar seria sempre terminar. mas em relação ao coração não, nunca. como me poderia sequer atrever a pensar nisso?! pois será que uma paixão terminará alguma vez? quando o que sentimos é real, tudo destrancará os sentimentos escondidos na maior das profundezas do nosso ser, por mais que tentemos impedir ou negar tal coisa.
pior do que já não te perceber a ti é já não me perceber a mim. para ser sincera, acho que nunca na vida nos vamos entender a nós próprios como pessoas, pelo menos completamente, embora tenhamos sempre a ilusão de que sim. muitas vezes reagimos de forma diferente daquela que era expectável dadas as nossas características ou da maneira que nós esperávamos, influenciados pela tentação de dizer o que realmente nos vai na alma ou acanhados pela reacção de tais palavras.
e eu não me entendi naquele momento. não compreendi a razão de nenhuma palavra sair da minha boca quando milhões passeavam na minha mente, enquanto tu as referias todas, tentando atenuar este fim, mais um para a nossa colecção. não compreendi a razão de a única coisa que consegui dizer foi "não sei" sucessivas vezes. não compreendi a razão de não te ter impedido de me deixares assim, sem nada para deixar o orgulho mais animado. mas alguma vez compreenderei a razão de qualquer coisa que acontece entre nós?
estranho como, sempre sabendo o que dizer, as palavras escapam constantemente no momento certo. relembro e faço tuas as minhas palavras: "sabes, não conseguimos estar sozinhos... juntos". agora esboço um meio sorriso de cada vez que me lembro disso tão bem retido na minha memória. pois é, não conseguimos mesmo.









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desta vez chorei mais do que nas anteriores. sem querer ter as atenções voltadas para mim, apenas foi o auto controlo que... bem, ironicamente se descontrolou e ali comecei, em frente ao ecrã do computador, sentada na cadeira do escritório. não sou de me desfazer em lágrimas em frente a terceiros, por mais que me custe ouvir ou ver algo, aguento sempre com aquele nó na garganta que até me arrepia o pescoço. mas naquela altura não hesitei e cai na realidade de que não havia volta a dar.
disse num fio de voz que fora um filme tolo que me tinha posto naquele estado quando alguém me perguntara o que se havia passado e ninguém levantou suspeitas. desejei tanto ter a minha irmã naquele momento a meu lado... lançar-me-ia nos seus braços como quando era criança e choraria até mais não no seu ombro. a diferença é que não seria por uma discussão com a mãe por me ter ralhado mas sim problemas do coração, os primeiros realmente sérios.
"(...) devemos parar de vez". "de vez"... um ponto final, um fim, um adeus. odeio quando algo termina. algo que ainda por cima me fez tão feliz, algo que me motivou a levantar-me todos os dias e a deixar a cama ainda aquecida para rotineiros, tristes e longos dias de Inverno. sem ti, esta estação seria ainda mais melancólica do que caracteristicamente já é. curioso termos terminado tudo no primeiro dia de Primavera, não? e mais curioso é eu utilizar a palavra "tudo" quando, de facto isto foi... "nada", especialmente para ti. não alcançou a seriedade suficiente para definirmos como uma relação. não ultrapassou uma paixão proibida e infantil, secreta e que me fez desperdiçar metade de um ano da minha vida. seis meses de algo supostamente insignificante mas que, porém, me fizeram aperceber da quantidade infinita de coisas mais produtivas do que desfazer o próprio coração.
as horas passam e mesmo assim, basta ter-te um pouco nos meus pensamentos ou reler a despedida que me escreveste para os olhos se marejarem de lágrimas, sabendo que não te irão ter de volta, que os teus lábios já não se irão juntar aos meus e que os nossos corpos não se irão mais fundir como duas peças de um complexo puzzle.
a sensação de querer olhar para trás é-me muito tentadora mas ambos sabemos que por vezes não é desistir, é admitir que nem sempre vale a pena insistir numa coisa da maneira como está. nunca devia ter apressado algo que não merecia sequer pressa nenhuma ou mesmo ter tido o privilégio de um começo mas secalhar agora o destino faz sentido, secalhar então tudo acontece mesmo por uma razão.
         







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 quando o "nós" realmente importa, a sua ausência, nem que seja por meros momentos, é  excessivamente notada. e eu e tu por mais voltas que dermos às nossas cabeças, por mais que a vida mude com elas... basta um toque, um olhar, uma aproximação, para voltarmos ao que éramos, para a tensão subir, o coração bater mais rápido e um beijo se desenrolar em muitos outros.
cada minuto que passo contigo é um minuto que me sinto bem comigo mesma, que esqueço todos os problemas que me envolvem e que consigo estar feliz, sem pensar no dia de amanhã. parece que gosto realmente de sofrer pois, depois tudo o que me fizeste passar, depois de todas as noites num quarto escuro em que as lágrimas foram mais do que muitas continuo a depender do passado, de ti. porém, é o coração que me convence que todo este sofrimento vale a pena. é ele que me faz pensar que toda a tristeza compensa todas as emoções naqueles 60 segundos.
esta paixão estraga tudo. mas, sabes? adoro estragá-la contigo.







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tanta coisa que se passou nos entretantos e nem metade passei para palavras. apenas transmiti tudo em lágrimas, gritos de angústia, ciúmes e transbordei frustração, mas vivi alegrias, sorrisos e ri até mais não. nós somos assim, com mil e um altos e baixos, somos inconstantes.
o que sinto por ti é inexplicável e o meu enorme medo de te perder prende-me, sufoca-me e impede-me de te dizer tudo o que sinto. não consigo, não consigo mesmo... não consigo dizer-te que as tuas palavras por vezes ferem mas que eu gosto de ti até mais não, que todas as minhas atitudes idiotas só se devem ao facto de não querer que me deixes.
cada vez que me beijas parece que não penso em mais nada e que o mundo parou só para nós, esqueço-me de todo o rancor que guardei sobre ti, por tudo o que já me fizeste e... e beijo-te em honra de todos os nossos bons momentos. por mais que o tempo não pare e que as coisas mudem, por mais vezes que negue ou por mais destroçada que me deixes, sabes, bem lá no fundo e melhor do que ninguém que suporto tudo vindo de ti e assim continuarei.
eu não estou em mim, não estou mesmo, estou apoderada pelo sentimento que me deixa obcecada por ti e me põe a tua imagem na minha cabeça, todos os dias, todos os minutos. e odeio isso, odeio mesmo porque sei que não mereces nem metade do que eu fiz, faço e farei por ti.
a paixão é algo mesmo melancólico...






        
"não vai interferir na nossa amizade (...) não nos vamos afeiçoar um ao outro...". relembro e detesto agora o momento em que assenti com a cabeça que sim, que era uma promessa e que por isso não seria quebrada. porque acabou por o ser, porque o coração se deixou levar e o que agora sinto por ti deixou de ser uma mera atracção. já não é aquela simples carência que outrora tinha ou a indiferença entre estar contigo ou não.
pois agora os teus braços são para mim o sítio mais seguro do mundo, a minha boca encaixa perfeitamente na tua, como se já estivéssemos destinados um para o outro. os teus beijos na testa fazem o meu coração bater mais rápido, as tuas mãos a volta da minha cintura arrepiam-me e as tuas palavras enfeitiçam-me e põem-me um sorriso gigante na cara.
sim, eu sei que isto não passa de uma amizade e que não era suposto ser afectada. mas por favor, não me deixes. fica e vamos fazer com que isto resulte.








                 
é um intermédio entre a amizade e o namoro. algo mais, algo menos. somos "os amigos coloridos", daqueles com benefícios, tal e qual um filme... somos algo que escapa ao amor mas que caminha para perto dele, já abrangido pela amizade e tentando escapar à mesma.
sabes, houve tempos em que nem me dignava a pôr a tua pessoa nos meus planos, até que tu acabaste por o fazer. com uma frase desajeitada iniciámos uma relação pior ainda, deixando-nos levar pelo prazer do mistério e da intimidade e, com base na confiança, temos este pequeno grande segredo que nos une nos assuntos do coração.
ao pé de ti sou frágil e o meu auto controlo desmorona-se, pedindo a esses teus profundos olhos castanhos por mais um beijo. e tu entendes. entendes aquele simples olhar com tantas palavras pelo meio que, mesmo não se vendo, transmitem a sensação do meu desejo em te ter.
no meio da multidão somos melhores amigos, longe dela vivemos uma paixão. mas, enquanto o aglomerado de pessoas nos rodeia, tu estás mais perto da vista e longe do coração e a nossa "distância" é cada vez maior.
não desistas agora... "mais um beijo, por favor" digo-te eu, mentalmente. e o pedido é feito. uma e outra vez. e de um momento para o outro, cada um volta à primeira pessoa do singular, ao seu próprio mundo. seguimos diferentes caminhos que por momentos se cruzam. só espero que um dia consigamos construír o nosso.








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já não há muito mais a dizer porque a notícia é idêntica e repete-se pela terceira vez num tão curto espaço de tempo. o cenário também esse é semelhante: o caminho de terra batida, as inúmeras placas de mármore e outras apenas com flores de tão recentes que são. as roupas do mesmo tom escuro, a triste expressão em todos os rostos que deixam os meus olhos rasos de lágrimas, a longa missa ... e o pior, aquele terrível som da terra a cair bem para o fundo, batendo na madeira do caixão.
é aí que caio na realidade, que percebo que é realmente o fim... e que fim esse, tão doloroso! é o fim das memórias inesquecíveis que passei com grandes pessoas, em família, é o encerro dos melhores momentos que já tive, daquela minha infância tão simples, tão descontraída e feliz.
e mais triste do que não poder voltar atrás para reviver todos estes momentos é perder quem os viveu connosco. mostra o quanto mudámos, o quanto crescemos. mostra que o tempo realmente não pára e que por isso é altura de darmos valor às coisas, de abrir os olhos.
o tempo e a distância fizeram-me aproveitar pouco os últimos momentos de vida destas pessoas e o egoísmo pesa-me na consciência. não tive oportunidade de me despedir de quem mais deu por mim e parece que isto é uma ferida que nunca acaba por sarar e que temo que nos próximos tempos continue assim.
enquanto que o mundo perde o que há de melhor, o céu ganhou três grandes estrelas que agora se encontram definitivamente num melhor lugar.  e se já perdi um devido ao cancro? não vou perder outro por isso força tio f não quero que fiques na mesma situação...

tio z e avós um grande obrigada por tudo. tornaram a família mais unida, nunca se esqueçam.







         
não digo isto pelas minhas raízes, não digo isto para defender o meu país, não digo isto para desculpabilizar algo que nem foi um erro. constacto apenas os factos e foi verdadeiramente uma questão de sorte e de azar. faço minha a palavra daquele que para muitos é o melhor do mundo: "injustiça", disse ele com  aquele olhar de desdém ao ver os outros onze que exibiam o equipamento espanhol e festejavam a olhos vistos.
a dor, a angústia, a frustração não foram só vossas. todos nós partilhamos os mesmos sentimentos que vocês, embora a outro nível. vocês sim carregam sempre aquele odioso peso na consciência, pois custa saber aquilo que todos sabem mas que não conseguimos mostrar: as capacidades para chegar mais longe que nós certamente possuíamos.
futebol não é só alegrias, é também saber sofrer e aprender com as derrotas. fomos grandes porque aguentámos mais de duas horas naquele estádio sem um único golo sofrido, fomos grandes pois defendemos sempre, fomos grandes porque nos lesionámos mas não desistimos, fomos grandes pois acarretá-mos sempre com as consequências, fomos grandes pois soubemos errar, fomos grandes porque mostrámos potencial, fomos grandes por todos os vinte e três jogadores que temos, fomos grandes pelo treinador, fomos grandes pelo excelente capitão que mostrou estar de volta, fomos grandes porque brilhámos, fomos grandes porque exibimos evolução, por melhorarmos... e bem cá no fundo, isto para nós foi uma vitória. perdemos? sim, mas de pé. 







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 pressão, ansiedade, nervosismo, tudo coisas que preferia evitar em qualquer situação. nunca sabemos bem o que esperar nestes momentos, o que pode realmente acontecer mas há algo que nos mantém vivos: o positivismo, a ideia de termos o que realmente queremos, o melhor, e é isso que nos mantém a cabeça sempre erguida e as expectativas altas.
este caso não é excepção e se para todos nós isto é um sonho, para aqueles jogadores é, para além de mais um árduo desafio, uma mudança completa nas suas vidas e mais um grande objectivo para o prosseguimento das suas carreiras. as probabilidades distanciam-nos ora da vitória ora da derrota.
mas se estivemos aqui a partilhar a felicidade e a festejar até agora, também estaremos aqui para aceitar uma perda. essas já as enfrentámos mais do que uma vez e em piores situações e não é agora que iremos abandonar quem nunca nos deixou, quem lutou até à exaustão para nos representar, quem caiu e se levantou, tudo para abrilhantar o nome do nosso país, para que os outros o reconheçam dignamente.
por isso vamos apoiá-los. são eles que ficam no chão, com o peso na consciência, quando falham e são eles que seguram esse peso quando se deitam, quando regressam às suas casas, quando são alvo de uma imensidão de jornalistas. são eles que jogam por nós, que se sujam, que gritam, que saltam, que têm garra... por um golo, por uma vitória.
por isso ponham a bandeira na janela, o cachecol ao pescoço. pintem a cara, liguem a televisão ou aumentem o volume do rádio. gritem portugal até mais não. quero sentir o verdadeiro povo, aquele que nunca desiste e não aquele que reclama à mínima falha. exigimos mais? sim, mas todos têm o direito de errar. deixemo-nos de lamentações pois, apesar de os tempos não serem os mais fáceis, tentaremos ser alegres enquanto podemos: vamos mostrar-lhes que aqui estamos juntos e que queremos ganhar. e querer é poder.
somos um país com história desde sempre e não é agora que a vamos terminar. por isso, queremos que onze tragam a taça para "casa", onde mais de dez milhões os esperam, sempre aqui.







                 
o patriotismo sempre me chamou mais alto e Portugal sim, será sempre uma enorme paixão para mim, por mais que o meu interesse por ver futebol seja quase nulo. mas com o meu país será sempre diferente, pois só o facto de nos representarem perante tantas pessoas faz de todos nós muito mais importantes e inevitavelmente orgulhosos.
para mim vocês serão sempre os gigantes, aqueles que por mais que falhem eu sei que se levantam. com vocês eu verei sempre para além das coisas, eu arranjarei sempre um motivo para vos defender pois há uma força incontrolável dentro de mim que, para onde quer que vá, me levará sempre às minhas origens.
foram milhares de pessoas que comigo ficaram sentadas no chão a ver-vos: sujas, com dores de garganta, com calor ou frio, arrepios, empurrões, a exclamarem ditongos sempre que a bola se aproximava de uma das balizas, a reclamarem por não verem um pormenor do jogo ou por todas as faltas cometidas contra vocês, a saltarem tão felizes a cada golo... sempre com um cachecol, um chapéu, uma bandeira, uma pintura. este é o tipo de pessoas que têm a vosso lado e que, acreditem, continuarão aqui para vocês. independentemente do sítio onde estão, o espírito sobrepõe tudo e o desejo da vitória une-nos fortemente.
pois pouco importa o facto de mal saber as regras se gritarei sempre: "GOLO" mais alto do que nunca, baterei palmas sempre que aparecerem no ecrã, por pior que vos conheça e, mais importante do que tudo, orgulhar-me-ei sempre ao erguer a nossa bandeira bem alto, por pior que tenha a dizer sobre o nosso país.
somos nós que sentimos isto tudo só para ficarmos naqueles intensos 90 minutos com enormes expectativas. somos nós que sentimos um misto de diferentes emoções e que, mesmo assim nunca desistimos de vos ver.  tudo por vocês, que nos fazem ter amor à camisola e que nos criaram esta paixão, este sentimento que faz com que nós passemos por tudo isto.
eu quero sentir que nos respeitam, que nos olham de maneira diferente. o apoio claramente já vocês têm, agora só precisam da vossa força interior, da vossa coragem para manter este grande sonho.
e de cada vez que forem jogar? sintam o bater do vosso coração: é lá que existe sangue português e todo o seu orgulho. e é isso que nos une sempre, neste país de lutadores. somos grandes, lembrem-se








                 
mostraste tudo o que eu nunca esperei de ti. eras uma das pessoas em que eu mais confiava, com quem eu me sentia mais à vontade, num pequeno e confortável mundo, só nosso e no fundo nunca soube definir muito bem esta nossa relação tão especial.
contigo descobri-me até a mim própria. cresci, tornei-me uma pessoa diferente e mais forte. aprendi a aproveitar cada momento, que agora apenas posso reviver.
hoje, aprendo que tudo na vida é temporário e percebo o quanto sinto a tua falta, da pessoa que eras. lamento que tudo acabe assim, contigo a ter uma ideia errada minha. que penses que eu fosse capaz de tentar intervir com a tua felicidade, que fosse mesmo ao ponto de mentir. com que objectivo?
amei-te? sim, demasiado, até. mas nunca seria capaz de te tentar impedir simplesmente porque estás com alguém. não quero que me perdoes por algo que nunca tive culpa, e entende que sobre este assunto nunca irás ouvir a palavra:  "desculpa" sair da minha boca.
o facto de não falares comigo mostra que te deixas-te influenciar, como sempre.  baseaste-te na opinião dos outros e não pensaste sequer em mim quando agora nem existo para ti.
é triste quando desvias o olhar, quando baixas a cara com vergonha, quando ignoras todas as tentativas de aproximação, quando te afastas, quando olhas como quem critica, quando falas claramente de mim a outros. desiludi-te? é mais do que mútuo. gosto de ti mais o que alguma vez possas vir a imaginar, mas isto é quem sou, tenho pena que as tuas influências não me possam aceitar.
por fim, agradeço todos os momentos que passámos juntos, e apesar de tudo quero que saibas que guardo cada um melhor do que o outro. cada partilha de sorrisos, um abraço, um beijinho, uma gargalhada... percebe que isso a minha mente nunca irá esquecer, bem como as desiulusões que já tive quando o motivo eras tu.
se um dia foste um amigo (demasiado) especial, hoje estás a tornar-te num estranho. até um dia